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fevereiro de 2014 | nº27
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inovação como motor de competitividade

Inovação é uma palavra que está na ordem do dia e não há quem não refira a sua importância quando o tema é estratégia. No entanto, o conceito de inovação ainda está muito ligado à tecnologia, quase como se fossem sinónimos, o que não poderia estar mais longe da verdade. A tecnologia pode ser, em muitos casos, o resultado da inovação… mas a inovação é totalmente indissociável das pessoas.

A inovação não existe sem intervenção humana. É preciso que tenhamos bem ciente que é a “massa cinzenta” que existe dentro de qualquer organização que faz com que esta tenha ou não um cariz inovador. Por esta razão, qualquer organização que queira ser inovadora, tem necessariamente de apostar nas pessoas, caso contrário, o projecto está minado logo à partida.

Mas afinal, o que é inovação? Uma conhecida marca automóvel fez recentemente um anúncio onde referia que inovação é “ver primeiro”. Concordo com este conceito, porque a inovação é ver para além daquilo que os outros vêem, encontrar soluções novas, ter abordagens novas. No fundo, inovação é antecipação.

E será que a inovação está sempre directamente ligada a um objectivo comercial, de obtenção de maior lucro? Claro que não, pois a inovação pode ser tão “simples” como a melhoria de um processo. No entanto, este tipo de inovação – que pode gerar um aumento de produtividade ou redução de custos - é tão útil no contexto empresarial como aquele que gera vendas directas. Qualquer que seja o tipo de inovação desenvolvida, algo é certo: a inovação trás sempre um aumento de competitividade.

As empresas que se dedicam verdadeiramente à inovação também valorizam a investigação fundamental, ou seja, aquela que não tem nenhum objectivo à partida que não seja a procura de novas soluções, de novas abordagens, de novas ideias. E apesar do objectivo da investigação fundamental não ser o aumento de vendas, este pode ser uma consequência a longo prazo. Por exemplo, na Alvo, o conhecimento gerado em investigação acabou por ser utilizado anos depois em projectos comerciais, gerando muito sucesso para a empresa.

Que a inovação é fundamental numa empresa, penso que todos estaremos de acordo. Mas será que Portugal é um país inovador? Na minha opinião, ainda não e os dados confirmam-no. De acordo com os resultados divulgados pela União Europeia através do seu IUS – Innovation Union Scoreboard, Portugal é um “inovador moderado”. Claro que existem honrosas excepções e, no mercado nacional, há de facto empresas extremamente inovadoras. No entanto, esta não é ainda uma característica comum no nosso tecido empresarial, embora todos falemos da inovação e da sua importância. Penso que isto acontece porque ainda existe alguma resistência à mudança. Para que uma empresa seja inovadora, tem de ter um espírito totalmente aberto à mudança, estar favorável a novas tendências e novos caminhos, de forma a também poder atingir novos resultados promissores.

De qualquer forma, eu acredito que esta realidade irá transformar-se. Portugal irá tornar-se mais inovador, caso contrário nem o país nem as empresas que o compõem, conseguirão sobreviver neste mercado cada vez mais global. O sucesso está dependente da existência de uma diferenciação relativamente à concorrência e a inovação trás esta vantagem competitiva a médio e longo prazo. Por esta razão, inovar torna-se essencial para a sustentabilidade das empresas e dos países.

Antes de terminar, faço ainda uma advertência: a inovação dá trabalho. Praticar o conceito de inovação exige muito tempo, muita dedicação e investimento. Mas a inovação, quando baseada nos pontos fortes de uma empresa, pode trazer benefícios incalculáveis e garantir o seu sucesso. Por esta razão, apesar de todas as dificuldades que a inovação implica, as empresas que tomam esse rumo normalmente não se arrependem. Afinal, se a empresa não tiver a capacidade de olhar para o futuro, nunca conseguirá chegar lá.

Carlos Couto
Director Geral
Alvo - Tecnologias de Informação



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